domingo, 16 de novembro de 2014

Passado bem presente

O passado nunca mais? Mentira!

Mentira, que todo dia o passado vem, vem e vai embora como veio: forte, vivo e inteiro

Mas borrado, meio distante, bastante fugaz

Então talvez, talvez o passado nunca mais

sábado, 7 de dezembro de 2013

Não há espaço para poesia, seu sorriso ocupa todos os meus tormentos. Se procuro a mais ínfima sujeira do canto mais escondido da sala para ser meu objeto de exame até lá encontro seu olhar, não é possível fugir. Reclamo da sua presença, da sua existência, mas tudo isso é por não poder te ter por perto, entre o desejo de lutar e a necessidade de bater em retirada eu oscilo, e fico no meio do caminho, à deriva. Espero uma luz, um sinal, algo qualquer que me indique alguma direção. Que me leve de vez para longe ou que me traga ainda mais pra perto de você, onde definitivamente quero estar.

Um sonho de liberdade

Andy cometeu incontáveis erros, ele estava longe de ser perfeito, fugiu da prisão com suas próprias forças mas guardadas as devidas proporções sua história se assemelha bastante à nossa. Condenado à uma vida de prisão e servidão ele não se contentou com as coisas boas que essa vida tinha a oferecer, nem se deixou consumir pelos incontáveis problemas que o abateram em sua caminhada. Com esperança olhou para o futuro e com alegria e perseverança caminhou rumo ao alvo. Andy era obstinado não só porque sabia para onde ia, mas também porque sabia o que o esperava.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

"If your heart is bleeding make the best of it, there is heat in freezing, be a testament." Tanya Davis

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Não me importa de onde, mas que venha. Que me encha e me domine, que me preencha e me motive. Não me importa como, mas que venha. Que me acalme ou me inquiete, que me seduza e me conquiste para sempre. Nem quero saber se é de alguém que virá, mas por favor, que venha. Que me faça então tremer, que me tire ainda mais o sono e me dê coragem para superar meus próprios medos e defeitos. Me importa muito, contudo, saber quando. Porque a espera tem sido longa e o mundo não quer esperar, não quer saber de onde, como ou de quem vem, mas quer saber quando e quanto vem. Que venha então inspiração! Não se demore, não se acanhe! De peito aberto te espero, se apresente e se acomode, ponha em chamas meu coração de pedra.
E quando o vento sopra mais forte e gélido não há mais onde procurar abrigo. O aconchego não é mais uma opção. O que me resta é me interiorizar, mascarar a aflição e esperar até que o vento passe. Não sopra o tempo todo por aqui, mas sopra com frequencia, aliás, minha vida poderia muito bem ser caracterizada por frequentes vendavais. E se você acha que essa é uma perspectiva negativa deveria me conhecer melhor, ou sou em quem deveria me conhecer melhor? É possível, não é? Afinal hoje mesmo me peguei cometendo velhos erros, ontem mesmo me peguei preso a velhos hábitos. E hoje estou aqui novamente procurando nas letras um alento. Sabendo, por experiência própria, que não é daqui que ele vem. E se o frio é mais intenso do que cabe em mim, o corte será mais profundo do que minha epiderme pode aguentar e o sangue me trará de volta a realidade, à certeza da solidão, porque o que aflige não é a solidão, mas a esperança de que haja algo além dela.
E se a noite é linda e o aroma é limpo; se a lua brilha e o frio não me aflige; se o som preenche os vazios e o silencio não incomoda; se a solidão me é fiel e saudosa companheira; se o doce preenche toda a minha boca afastando até a ideia de amargo. Aí sim encontro paz, nesse leve e sutil momento em que não me vem à cabeça a inquietante ideia de t u r b u l e n ... Fim do sossego.