sexta-feira, 4 de maio de 2012
E quando o vento sopra mais forte e gélido não há mais onde procurar abrigo. O aconchego não é mais uma opção. O que me resta é me interiorizar, mascarar a aflição e esperar até que o vento passe.
Não sopra o tempo todo por aqui, mas sopra com frequencia, aliás, minha vida poderia muito bem ser caracterizada por frequentes vendavais. E se você acha que essa é uma perspectiva negativa deveria me conhecer melhor, ou sou em quem deveria me conhecer melhor?
É possível, não é? Afinal hoje mesmo me peguei cometendo velhos erros, ontem mesmo me peguei preso a velhos hábitos. E hoje estou aqui novamente procurando nas letras um alento. Sabendo, por experiência própria, que não é daqui que ele vem.
E se o frio é mais intenso do que cabe em mim, o corte será mais profundo do que minha epiderme pode aguentar e o sangue me trará de volta a realidade, à certeza da solidão, porque o que aflige não é a solidão, mas a esperança de que haja algo além dela.
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